Retrospectiva do Carnalixo!

É isso mesmo que você está lendo! CARMALIXO.

O bom e velho carnaval, comemoração brasileira, que para muitos é motivo de alegria, para outros é  motivo de frustração. Vejamos o porque.

Somente na nossa linda Rio de Janeiro  entre a sexta-feira (9) e segunda-feira (12) de fevereiro foi descartado 400 toneladas de lixo, quantidade 30% maior do que a recolhida em 2017 pela Comlurb, ou seja a busca por quantidades maiores de público a cada ano aumenta também a poluição gradativamente.

Não só no Rio mais em todos as festividades que ocorreu esse ano, é muito triste ver a falta de preocupação das pessoas com a poluição gerada, a falta de cidadania e educação. São diversos os erros cometidos pela população e pelos municípios, mas vamos enumerar os principais que são: lixo fora do lixo, desperdício de alimento, quantidade absurda de descartáveis e alumínios pelo chão, além das fantasias que já é uma briga antiga não vou entrar em questão devido ser um assunto polêmico.

Mas ok, vamos lá, começar por aquele que mais me deixa indignada! O lixo fora do lixo, sim esse também é um assunto antigo e talvez um pouco polêmico porque as pessoas insistem em botar a culpa apenas nos seus governantes porque não tem as lixeiras na rua e bla bla, realmente não tem mesmo na maioria das cidades brasileiras e é muito descaso com a causa, e não temos o incentivo devido. Mas também não concordo que devemos ficar sentados esperando, a mudança começa por nos mesmos.  Portanto amiguinhos vamos guardar nossos lixos para descartar quando chegarmos em casa ou no lixo mais próximo quando o mesmo estiver próximo.

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– Ah Mariana! Que nojeira! Você quer que eu guarde lixo na bolsa?

Sim meus amores quero sim! O lixo é seu e o resto do mundo não tem nada haver com isso! Antes de sair de casa coloque uma sacola plástica biodegradavél ou aquelas sustentáveis de tecido ou TNT  na bolsa e vai juntando seu lixinho!

Outra coisa que me parte o coração é as latinhas de cerveja e refrigerante que as pessoas ainda tem o hábito horrível de jogar para o alto, jogando no coleguinha que está do lado, as vezes até machuca e vira motivo de briga de bêbados, e tudo isso com a desculpa esfarrapada de que é para o catador passar e pegar. Meus amores, não façam isso! Educação vem do berço. Não me passa  mais essa vergonha não que a política brasileira já me envergonha o suficiente! O catador é um ser humano e deve ser respeitado também, é uma profissão digna como qualquer outra. Portanto guarde as latinhas para quando encontrar um catador entregar em mãos.

Agora não menos importante o desperdício de comida. Os dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, informou que anualmente, 1,3 bilhão de toneladas de alimentos são desperdiçados ou se perdem nas cadeias produtivas de alimentos. Há uma absurda falta de compromisso dos que trabalham no setor com aquilo que vão nos vender. Não querendo julgar o processo do empreendedor mas pode sim ser falta educação, informação ou até mesmo uma questão de hábito cultural. Que no meu modo de vista os tempos estão mudando rapidamente e essas questões já deveriam estar no cronograma das grandes ou pequenas empresas como adequações desde a aprovação da ISO 14001.

Nos consumidores também somos culpados.  Pois entramos na onda das mídias  e  adquirimos produtos de moda. Queremos os mais bonitos, embalagens modernas, rapidez no atendimento e mais algumas outras frescuras que não levam em conta a contaminação por defensivos agrícolas, embalagens não degradáveis, alimentos de péssima qualidade, porque meus amores entregar um X – tudo em 1 minuto convenhamos é muita química envolvida e as pessoas não entender que com o passar do tempo faz mal e pode facilitar doenças como o câncer.  São muitos os problemas, mas o fato é que o fenômeno acontece num país onde há sete milhões de pessoas que passam fome e devido sua grandeza territorial não era pra existir pessoas passando fome ou em miséria.

Segundo a FAO, o desperdício no mundo responde por 46% da quantidade de comida que vai parar no lixo. Já as perdas que ocorrem sobretudo nas fases de produção, armazenamento e transporte correspondem a 54% do total. Vamos responsabilizar quem nessa história?

Voltando para o carnaval, e ao lixo. As latas de cervejas jogadas nas calçadas, nas areias das praias, nos trilhos do Metrô, não deveriam estar na meta das fabricantes do produto? Sim, a isto se chama, no âmbito da responsabilidade social, de “compromisso com toda a cadeia produtiva até o final”, ou seja, até ser descartada.  Mas é preciso também exigir de quem bebe o mesmo compromisso, respeito ao outro. Há tarefas para todos (Amelia Gonzalez, G1, 2018).

Portanto julgo mais ser de nossa responsabilidade as questões ambientais do que dos grandes empresários ou governantes. Se nos não compramos, não produzem. Temos que ser mais exigentes? Sim, mas para o que é bom, organico, saudavel e que não polui.

Espero que tenham gostado.

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Bjos de Luz!

 

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